SALVADOR
- 04/01/2009 16h22 DA
REDAÇÃO REVISTA
DO ÔNIBUS
Salvador terra de todos nóis A
cidade de Salvador é uma grande mistura de raças,
culturas e credos que só vem recebendo doses generosas
de alegria e sincretismo o que torna a cidade com um astral
único e arretado que vive atraindo cada vez mais brasileiros
e estrangeiros o ano todo. Por esse motivo que Ricardo Gomes,
diretor de conteúdo de nossa revista arrumou as malas
e seguiu direto a Salvador.
A viagem de aproximadamente 26 horas possui todo o charme a
bordo de um ônibus como o da Águia Branca, e o
visual da estrada é sem dúvida um convite a viajar
na linha Rio x Salvador. Conforto e segurança são
ítens indispensáveis pela empresa e o passageiro
se sente mais confortável durante a viagem. O sistema
de som independente em cada poltrona deixa o passageiro com
a liberdade de ouvir música ou assistir aos diversos
filmes que são exibido durante toda a viagem.
É verão, e a capital baiana ganha ais encanto
e mais brilho, com festas populares que arrastam multidões
atráes de imagens religiosas e, claro dos trios elétricos.
De dezembro até o carnaval são muitos homenageados
- do Senhor do Bonfim ao Rei Momo, e claro os fiéis e
foliões agradecem pela festa.
No Pelourinho, baianas comandam a festa em homenagem ao Senhor
do Bonfim .................................................................................................FOTO:
DIVULGAÇÃO BAHIATURSA Primeira
capital do Brasil, Salvador reúne o presente e o passado em
perfeita harmonia e, levando-se em conta a topografia da cidade
- dividida em Alta e Baixa – fica fácil mapeá-la e vislumbrar
os atrativos escancarados em cada esquina. É na parte alta que
fica o colorido e fervilhante Pelourinho, bairro histórico e
tombado pela Unesco como Patrimônio da Humanidade. Em suas ruas
e vielas estão centenas de casarões dos séculos XVII e XVIII
que abrigam de museus a terreiros de candomblé, além de templos
católicos que atraem estudiosos do mundo todo – é o caso da
igreja de São Francisco, considerada a obra barroca mais rica
do país. A programação cultural também é intensa no “Pelô”,
com eventos dia e noite nos largos Quincas Berro d´Água e Teresa
Batista (este, cenário dos concorridos ensaios do Olodum).
FOTO:
RICARDO GOMES - REVISTA DO ÔNIBUS - DIVULGAÇÃO Já
na cidade baixa, pegamos o conhecido cartão postal de
Salvador, o Elevador Lacerda, que com apenas R$ 0,05, isso mesmo
cinco centavos chegamos rapidamente a outra parte da cidade
histórica de Salvador. Um dos marcos da capital baiana
inaugurado em 1872 possui 72 metros de altura, e liga a Praça
Tomé de Souza (parte alta) à Praça Cairu, onde fica o Mercado
Modelo. Restaurado em 2002, ganhou nova iluminação noturna e
janelas panorâmicas que descortinam o cais e o mercado. São
quatro cabines, sendo que a 1 e a 2 são originais, utilizadas
desde a inauguração. As de número 3 e 4 são da obra de 1930,
quando a construção ganhou feições art déco. As viagens duram
cerca de 30 segundos e transportam uma média de 20 mil pessoas
por dia. O Mercado Modelo é sem dúvida o local
ideal para uma visita de pelo menos 4 horas, já que o
local abriga diversas lojas com produtos artesanais da cidade
um museu subterrâeno onde mostra parte da história
do Brasil.
Uma vez à beira-mar, explorar as praias é fundamental. Entre
as urbanas, Pontal da Barra é a mais democrática e movimentada.
Afastadas do Centro, Itapoã, Stella Maris e Flamengo têm águas
limpas e ambientes tranqüilos. No meio do caminho, o bairro
do Rio Vermelho reúne os boêmios e os fãs dos mais famosos acarajés
de Salvador, preparados pelas baianas Dinha e Regina. No quesito
gastronomia, aliás, as ofertas vão muito além do bolinho recheado
com vatapá e camarão seco. As receitas típicas, que mesclam
com perfeição ingredientes indígenas, africanos e portugueses,
levam à mesa delícias como bobó, moqueca e caruru, sempre perfumados
pelo azeite-de-dendê que para muitos é forte.
Pelourinho
Nenhum outro lugar reflete tão bem a alma da Bahia quanto o
Pelourinho. Abandonado durante muito tempo, quando ficou entregue
à prostituição, à violência e ao tráfico de drogas, o centro
histórico da cidade recuperou o esplendor em meados dos anos
90, quando teve início o processo de restauração. Considerado
Patrimônio da Humanidade pela Unesco, o bairro na Cidade Alta,
tem mais de 800 casarões dos séculos XVII e XVIII restaurados
e coloridos. Vielas, ladeiras e largos concentram igrejas, museus,
bares, restaurantes, lojas e um vaivém de gente de Salvador,
do Brasil e do mundo.
O bairro histórico merece, pelo menos, duas visitas - uma durante
o dia, quando os turistas chegam dispostos a bater perna sem
pressa, em busca da história, das riquezas arquitetônicas e
do artesanato; e outra à noite, quando os shows de música invadem
os bares e os largos Teresa Batista e Quincas Berro d'Água,
batizados com nomes de personagens dos romances de Jorge Amado,
o mais popular escritor baiano.
Apreciar a Igreja e Convento de São Francisco
Centenas de quilos de ouro enchem de brilho os altares da igreja
mais rica do país. Considerado um dos mais extraordinários monumentos
do barroco mundial, o templo de São Francisco, erguido em 1723,
tem ainda balaustradas em jacarandá negro, pinturas ilusionistas
e uma bela imagem de São Pedro de Alcântara. O convento, que
faz parte do complexo, tem o pátio interno com paredes revestidas
de azulejos portugueses que reproduzem o nascimento de São Francisco
e sua renúncia aos bens materiais.
End: Praça Anchieta, s/n (Terreiro de Jesus) Tel: (71) 3322-6430
EVENTOS
De dezembro a fevereiro, Salvador ganha a energia das festas
religiosas. Conhecidas como Festas de Largo, reúnem missas,
procissões e muita animação. A temporada é aberta com os festejos
à Santa Bárbara, que tem como ponto alto a distribuição de caruru
– guisado de quiabo e camarão. Já a Lavagem do Bonfim arrasta
uma multidão atrás das baianas que banham com água-de-cheiro
as escadarias do templo. As festividades se encerram no Dia
de Iemanjá, um pré-Carnaval que toma conta das ruas do Rio Vermelho
logo após a entrega das oferendas à rainha do mar.
1º de janeiro - Bom Jesus dos Navegantes
No primeiro dia do ano, a procissão do Senhor Bom Jesus dos
Navegantes enfeita a Baía de Todos os Santos, levando a imagem
do santo pelo mar. Centenas de embarcações acompanham o percurso,
que vai do píer do Comércio ao da Barra.
Na segunda quinta-feira depois do Dia de Reis (06 de janeiro)
acontece a Lavagem do Bonfim, um dos mais famosos eventos da
Bahia. A procissão, que parte da Igreja de Nossa Senhora da
Conceição da Praia, arrasta uma multidão que faz questão de
usar roupas brancas. Chegando na igreja do Bonfim, baianas vestidas
a caráter lavam com água-de-cheiro (mistura de seiva de alfazema
com água de flores) as escadarias do templo. A festa começa
de manhã e vai até o final do dia, animada por blocos afro como
o Filhos de Gandhi.
02 de fevereiro - Iemanjá
A Festa de Iemanjá reúne milhares de fiéis na praia do Rio Vermelho
que, em meio a cantos e danças, levam suas oferendas - perfumes,
flores e espelhos - à orixá dos mares. O auge da cerimônia é
quando uma embarcação parte da praia conduzindo a imagem da
deusa, seguida por dezenas de jangadas, saveiros e lanchas.
Após os presentes serem lançados ao mar, as embarcações retornam
e são recebidas com trios elétricos que fazem uma prévia do
Carnaval baiano em pleno Largo de Santana.
Solar do Unhão
Um dos mais belos conjuntos arquitetônicos às margens da Baía
de Todos os Santos, o Solar do Unhão abriga o Museu de Arte
Moderna da Bahia, reunindo mais de duas mil obras de pintores
brasileiros como Di Cavalcanti, Portinari e Tarcila do Amaral.
Construído no século XVII em alvenaria de pedra para ser a residência
do desembargador Pedro Unhão Castelo Branco, o solar foi adaptado
para fins comerciais, sendo composto por casa-grande, senzala,
capela, armazém e cais. Reformado em 1962 teve seu jardim transformado
em Parque das Esculturas, exibindo peças de artistas como Caribé
e Mário Cravo. O píer ganhou um restaurante com mesas ao ar
livre e apresentações folclóricas e musicais, além de título
de um dos melhores pontos da cidade para apreciar o pôr-do-sol.
End: Av. do Contorno, s/n - Comécio Tel: (71) 3117-6131 / (71)
3329-5551
Como Chegar
De avião Há vôos diários e diretos partindo das principais capitais
do país
De carro Acesso pelas BR´s 101 ou 116 (até Feira de Santana)
e BR-324
FOTO:
RODRIGO SALLES - CLUBE DO TRECHO - DIVULGAÇÃO De
ônibus
São Geraldo (0800-704-3496),
Itapemirim (0800-723-2121),
Águia Branca (www.vab.com.br),
Gontijo (0800-311312),
Real Expresso (www.realexpresso.com.br)
Bomfim (www.viacaobomfim.com.br) têm saídas das principais capitais
do país
Em breve vamos publicar mais sobre Salvador, Morro de São
Paulo e todo o encanto desse estado que nos encanta.
Ricardo Gomes viajou para a Bahia a convite da empresa Águia
Branca e pode conhecer não só o trajeto, mas também
perceber que a viagem de ônibus é tão boa
como do avião.
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